PRIVACIDADE NAS REDES SOCIAIS – De quem é o controle?

 

 

 

A globalização e a inclusão digital trouxeram uma das maiores vantagens que a tecnologia pode promover: a conexão entre os diversos tipos de pessoas existentes no mundo. O advento que mais facilita essa socialização são as redes sociais. Entretanto, é de suma importância destacar os perigos provenientes desse espaço virtual e o que podemos fazer para ficarmos menos suscetíveis à exposição espontânea ou até mesmo crimes cibernéticos afinal, como viemos apresentando nas semanas anteriores, os crimes virtuais são inúmeros e acontecem de formas que nós, as vezes, nem conseguimos imaginar.

Em um primeiro momento é necessário estar atento para um mecanismo que toda e qualquer rede social possui: as POLÍTICAS DE PRIVACIDADE. Sempre que um indivíduo cria uma conta em algum site na web, é preciso procurar quais são as políticas de privacidade do site, só assim saberemos se os nossos dados serão publicados e com qual finalidade serão utilizados. Depois disso caberá ao usuário decidir se concorda ou não com os termos propostos pelo site. Uma questão muito importante de ser pontuada é que não é difícil encontrar esse documento, até porque a própria rede social já disponibiliza a mesma no ato da inscrição. O grande problema, na verdade, é que a grande maioria da população não tem paciência ou acredita não ser necessário ler esse documento e, consequentemente, acabam concordando com os termos e condições impostos pelo site. Dados comprovam que essa situação é real e atinge números exorbitantes. Um estudo recente de 2013 realizado pela Harris Interactive e encomendado pela ESET em que participaram 2.000 adultos norte-americanos, constatou que:

Embora 28% das pessoas estejam a par das políticas de privacidade, é preocupante percebermos que 51% não as conhecem“.

Isso é bastante preocupante, pois nossos dados e imagens pessoais podem estar sendo usados por outras pessoas; (exceto se NÃO HOUVER PERMISSÃO), utilizando as configurações de privacidade ao seu favor. Um exemplo disso é a política de segurança e privacidade do FACEBOOK, na qual podemos escolher quais pessoas terão acesso aos nossos dados e imagens. Isso já é um grande avanço na luta contra os crimes on-line, pois os ladrões de identidade não terão conhecimentos de dados como: idade, sexo, informações biográficas(educação, histórico empregatício, cidade natal, etc), contatos, amigos, interesses e localização geográfica. Um outro exemplo de uso de informações pessoais, são empresas de marketing que utilizam o nosso e-mail para nos enviar propagandas que não foram solicitadas. Nosso post sobre o Marco Civil explica que isso já é considerado um crime e a lei assegura a punição para essas empresas. Entender esse processo, e compactuar com ele, precaveria uma série de crimes ligados ao uso indevido de imagem e a invasão de privacidade que, atualmente, são um dos mais recorrentes na sociedade atual.

Uma ocorrência comum nas redes sociais são os FAKES. O termo passou a ser muito utilizado para designar uma conta na internet ou o perfil em uma rede social de alguém que pretende ocultar a verdadeira identidade. É corriqueiro encontrar perfis fakes de pessoas famosas no Twitter, no qual os usuários estão em busca de seguidores que leiam os seus ‘tweets’. Um caso bastante conhecido é o do blogueiro Bruno Rocha, que fazendo um mestrado na Espanha “tomou” por identidade um personagem de um programa humorístico brasileiro. Fez tanto sucesso que criou um novo perfil fake, chamado Hugo Gloss, hoje trabalha para uma grande emissora de TV e é amigo de vários famosos.

 

No que tange ao meio político os fakes também se popularizaram. Vários perfis falsos de pessoas públicas do cenário da política brasileira. O mais conhecido no momento é a página do facebook: Dilma Bolada. Através de textos com um humor ácido e sagaz o usuário vai narrando os acontecimentos importantes do Brasil e da presidente, sempre, é claro, deixando Dilma em evidência de uma forma “otimista”. O que não deixa de ser uma jogada política. Mesmo que utilizada de forma humorística e sem pretensões de denegrir a imagem pública, o uso indevido de imagem é claro e a apropriação da imagem pode acabar sendo considerado como um crime. Um grande exemplo de página que sofreu fortes acusações foi o da Irmã Zuleide. Se apropriando indevidamente da imagem de um cidadão público, o autor do perfil sofreu um processo por parte da dona da personalidade que deu vida à página e não deverá sair impune do delito cometido. Isso é uma prova de que, mesmo que utilizado de forma pacífica, o uso da imagem sem autorização prévia pode ser um grande problema. Por outro lado existem os fakes que denigrem a figura pública, o que já está deixando alguns partidos políticos preocupados por conta do ano eleitoral.

 

Sendo assim, é preciso ter mais cautela quanto ao uso de imagens sem autorização prévia. Não só por ser configurado como um crime virtual que pode trazer danos incalculáveis mas por questões de denigração de imagem, mesmo que no momento não tenhamos a  mínima consciência. Além disso, é importante estar atento aos termos e condições apresentados pelos sites que solicitam dados pessoais e que requerem um sigilo, pois a empresa(rede social) pode mudar os seus regulamentos a qualquer momento e sem aviso prévio. Desta forma, grande partes dos crimes cibernéticos serão reduzidos e caminharemos para um cybermundo mais civilizado.

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